Contacte-nos das 9:00 às 19:00 horas
info@psike.pt
Figueira da Foz – Pombal – Coimbra

Telefone: 233 094 496* / 914 299 927**

MARQUE UMA CONSULTA
  • Home
  • Consultas
    • Psicologia
    • Terapia da Fala
    • Terapia Ocupacional
    • Fisioterapia
    • Nutrição
    • Consultas Médicas
    • Terapias Complementares
  • Serviços
    • Mediação Familiar
    • Psicotécnicos de Condutores
    • Recrutamento e Seleção de Talentos
    • Dinâmicas de Grupo para Empresas
    • Avaliação dos Riscos Psicossociais
  • Núcleo do Bebé
  • Crianças e Adolescentes
  • Adultos
  • Idosos
  • Equipa
  • Preços
  • Contactos
Telefone: 233 094 496* / 914 299 927**
233 094 496
Início
Blog
Viver com ansiedade

Viver com ansiedade

Na primeira pessoa
Que dia é hoje?
Às vezes dou por mim a perder a conta aos dias e preciso de consultar o calendário do telemóvel. Tenho medo que tudo se perca, a começar nos dias e a acabar em mim. Mas pensando bem, já tinha medo. Sempre tive medo de um bocadinho de tudo, agora que penso bem. Mas já estou a divagar, é isto que a minha cabeça faz, perde-se, como um rio que corre e nunca para. Um rio que nunca chega ao mar.
Hoje acordei cedo. Hoje pode ser um dia bom. Posso levantar-me da cama, preparar um bom pequeno-almoço, como aquele que nós vemos nas revistas – afinal de contas estamos todos em casa, sem as horas contadas, sem relógios nem despertadores, e eu até tenho tempo para preparar um pequeno-almoço desses. Até posso tirar uma fotografia, publicar nas minhas redes sociais com um filtro bonito. Mas só de pensar no trabalho que isso dá…fico cansado. Ainda nem me levantei e já estou cansado. Acontece-me muito.
Estou nervoso, mas não sei bem de onde isto vem, ou como começa. Começa a formar-se no corpo, como uma corrente elétrica, primeiro suave, depois mais forte. Acho que se pensar nisto com atenção, também funciona como um vírus de propagação rápida. Que se espalha, cá dentro. Comigo começa sempre nos ombros. Uma tensão estranha entre os ombros e o pescoço, como se umas mãozinhas invisíveis me apertassem os músculos e os deixassem tensos e a tremer. Quando dou conta as mãozinhas já chegaram às pernas e preciso quase sempre de me sentar porque me sinto desconfortável em pé. Preciso de sair de onde estou mas sem saber bem para onde devo ir. As pessoas perguntam-me se estou bem, o que se passa, sinto os olhos delas em mim como se “aquilo” que eu tenho pudesse ver-se do lado de fora. Mas eu não sei responder.
Chamam-lhe ansiedade. Quando lhe deram um nome fiquei mais calmo, porque até então não sabia o que era. Era só a corrente elétrica pelo corpo todo, a respiração que mudava o ritmo e os pensamentos todos a jogar à apanhada. Era como uma onda enorme que se atravessava em mim. Mas quando esse oceano imenso começou a transbordar pelos olhos e quando comecei a isolar-me em casa, a minha família quis levar-me à psicóloga. E foi quando percebi que tudo isto se chama ansiedade. É a ansiedade que hoje me impede de levantar da cama, preparar o meu pequeno-almoço bonito e enfrentar o meu dia. Ela convive comigo diariamente, e partilhamos o mesmo espaço o que, por vezes, consegue ser bastante claustrofóbico.
Com o tempo percebi que a ansiedade é muito mais que aquelas duas mãozinhas que me apertam os ombros e me provocam uma tensão estranha pelo corpo. Todos aqueles pensamentos insistentes na minha cabeça eram a minha ansiedade a falar comigo. E ela, além de muito conversadora, consegue ser realmente cruel, por vezes. “Hoje não vais sair capaz”; “Vale mais desistires antes de sequer começares”; “És fraco e nem sequer és assim tão interessante”. Tudo ao mesmo tempo, às vezes era difícil distinguir o que ela dizia, no meio de tantas coisas. Nesses momentos eu acho realmente que a melhor coisa que tenho a fazer é mesmo ficar na cama, dormir, e silenciar aquela sua voz derrotista, que fala muito alto, tão alto…se estiver a dormir não a consigo ouvir, certo? É que fico fraco. Ela diz-me aquelas coisas com tanta convicção, que às vezes eu acredito mesmo que ela está a falar a sério. E fico sem vontade de agarrar-me a todas aquelas coisas que eu sempre achei que queria para mim. Estudar. Viajar. Ter a minha família. Será que eu mereço tudo isso, na verdade? E eu podia falar sobre isto com os meus amigos, mas…na verdade eu acho que estaria unicamente a incomodá-los e a ser um fardo na vida deles. Acho que estou a exagerar. Mas isso também é algo que eu costumo fazer. Parece que sinto coisas que ainda nem sequer existem fora da minha cabeça.
Que lugar estranho este, para se viver. Dentro da nossa cabeça. Dentro de nós mesmos, quando nós mesmos é tão…desconfortável.
Amanhã talvez seja um dia melhor.
Carolina Pascoal
Psicóloga Clínica
Artigo anterior
Desenvolvimento Neuromotor
Artigo seguinte
Qual a importância das Atividades de Vida Diária (AVD) nas crianças?
Tem de iniciar a sessão para publicar um comentário.

Artigos recentes

  • PHDA em Adultos: Compreender, Avaliar e Intervir Fevereiro 7, 2026
  • Atenção, Memória e Raciocínio: o papel da neuropsicologia Fevereiro 7, 2026
  • Preparar o Início do Ano Letivo: A Importância de Retomar as Rotinas Setembro 14, 2025
  • “Os medos não tiram férias! – conversas com pais atentos” Setembro 1, 2025
  • Por que as férias fazem as crianças crescer tanto? Agosto 19, 2025

Categorias

  • Idosos (9)
  • Serviços (5)
  • Terapias Complementares (8)
  • Consultas Médicas (7)
  • Nutrição (5)
  • Psicomotricidade (1)
  • Fisioterapia (9)
  • Terapia Ocupacional (5)
  • Terapia da Fala (5)
  • Psicologia (11)
  • Uncategorized (1)
  • Adultos (13)
  • Crianças e Adolescentes (13)
  • Grávidas e bebés (15)
  • Noticias (68)
  • Blog (161)
  • Terapias & Tratamentos (47)
  • Áreas de intervenção (1)
  • Eventos Psike (37)

Receba um Vale de 20%

Registe o Vale 20% e siga-nos nas Redes Sociais.
Na altura da consulta, mostre que nos segue para obter o desconto.
! Válido para seguidores nas redes sociais

Ao subscrever aceito a politica de privacidade da Psike. Ver Política de Privacidade

Verifique na sua caixa de correio ou na pasta de spam para confirmar a sua subscrição.

Subscrever a nossa newsletter

Ao subscrever aceito a politica de privacidade da Psike. Ver Política de Privacidade

Verifique na sua caixa de correio ou na pasta de spam para confirmar a sua subscrição.

Contactos

info@psike.pt
+351 233 094 496
+351 914 299 927
Figueira da Foz – Rua Rogério Reynaud, nº12, 3080-251, Figueira da Foz
Facebook
Instagram
Vimeo
YouTube

* (Chamada rede fixa nacional)
** (Chamada rede móvel nacional)

Menu

  • Blog
  • Terapias & Tratamentos
  • Noticias
  • Eventos Psike
  • Fotos Psike
  • Metodologias
  • Perguntas Frequentes

©2023 Psike by Simpleweb.pt

  • Certidão de Registo
  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • Livro de Reclamações
Este site utiliza cookies para permitir uma melhor experiência por parte do utilizador. Ao navegar no site estará a consentir a sua utilização.