Contacte-nos das 9:00 às 19:00 horas
info@psike.pt
Figueira da Foz – Pombal – Coimbra

Telefone: 233 094 496* / 914 299 927**

MARQUE UMA CONSULTA
  • Home
  • Consultas
    • Psicologia
    • Terapia da Fala
    • Terapia Ocupacional
    • Fisioterapia
    • Nutrição
    • Consultas Médicas
    • Terapias Complementares
  • Serviços
    • Mediação Familiar
    • Psicotécnicos de Condutores
    • Recrutamento e Seleção de Talentos
    • Dinâmicas de Grupo para Empresas
    • Avaliação dos Riscos Psicossociais
  • Núcleo do Bebé
  • Crianças e Adolescentes
  • Adultos
  • Idosos
  • Equipa
  • Preços
  • Contactos
Telefone: 233 094 496* / 914 299 927**
233 094 496
Início
Blog
Adolescência: a dor do crescimento

Adolescência: a dor do crescimento

A adolescência é o período mais sensível da construção de identidade do ser humano, logo a seguir à primeira infância, segundo Coimbra de Matos¹. Nesta procura de identidade, o psiquismo passa por uma “desintegração”, em que o adolescente vivencia uma fase de separação-individuação dos pais. O que se traduz habitualmente num sentimento de desilusão porque estes “não ouvem”, “não permitem o diálogo” ou “não entendem”.

Mas há um conflito latente entre o desejo de autonomia/ independência e o protetorado/ dependência dos pais. Há sentimentos depressivos, pela perda do passado infantil (e do Eu ideal parental), mas também momentos de inquietação por medo do desconhecido. Também o corpo infantil, inocente e imaculado, sofre agora rápidas e intensas mudanças fisiológicas e orgânicas, começando a ser altamente sexualizado. Por isso, o adolescente pode passar horas ao espelho, sobretudo as raparigas, com dificuldades em “compor” e aceitar este novo corpo.
Em busca de afirmação como ser independente, nas suas aspirações, valores e ações, o adolescente explora intensamente as opções no exterior e com o seu grupo de pares, usando recursos mentais já mais sofisticados.
Alguns autores referem-se a tudo isto como uma “síndrome normal da adolescência”:
– a busca de si mesmo e da identidade
– a tendência grupal
– a necessidade de intelectualizar e fantasiar
– a evolução sexual manifesta
– a atitude social reivindicatória
– as constantes flutuações de humor

O papel dos pais
Os pais deixam de ser a única fonte de apoio e suporte para o adolescente, e os acontecimentos e necessidades podem agora ser partilhados ou preenchidos por outros elementos significativos. No entanto, ao contrário da família, estas novas ligações têm que ser conquistadas; e isso será feito tendo por base a qualidade dos modelos parentais.
É, assim, fundamental que o adolescente se sinta ligado aos pais por um vínculo saudável e que o sistema familiar se adapte a estas mudanças no desenvolvimento, permitindo uma exploração saudável e regulada do meio, que favoreça a autonomia e confiança. Os pais terão de se ajustar para encontrar novos papéis e em conjunto reequilibrar e redefinir uma nova hierarquização do poder parental.
Mas a maturidade psicológica ainda não acompanha a maturidade biológica, e o comportamento impulsivo é um sintoma da insuficiência na capacidade de pensar e de prever consequências. Por isso, cabe aos pais estarem disponíveis para «deixar o adolescente ir, mas garantirem que não vá demasiado longe, demasiado cedo» ².
Quando pedir ajuda?
É difícil, por vezes, estabelecer uma fronteira entre a crise normal da adolescência e os aspetos clínicos. É, como referimos, essencial a família aceitar as dinâmicas adolescentes normativas, e possibilitar que elas tenham o seu lugar. Mas há sinais que podem indicar a presença de problemas na adaptação a esta nova fase, e que se não abordados podem levar o psiquismo do adolescente a ficar enquistado na homeostasia da infância, bloqueando o próprio processo de desenvolvimento.
Assim, quer os pais, quer professores ou mesmo colegas e amigos, devem estar atentos e sinalizarem sintomas como: a rigidez comportamental, forte inibição, a quebra do desempenho escolar, a percepção de um elevado e continuado grau de sofrimento, problemas alimentares, ou a existência de comportamentos destrutivos, quer representem dano para terceiros ou para o próprio. Qualquer um deles, isolado ou em combinação com outros, podem relevar problemas de adaptação. Por isso, perante sinais como estes, é muito importante procurar ajuda profissional.

¹Coimbra de Matos, A. (2002). Adolescência. Lisboa: Climepsi
²Blum, H. (2004), Separation-individuation Theory and Attachment Theory, JAPA, 52(2), pp. 535-553

Luísa Coelho
Psicóloga Clínica

Artigo anterior
NOVO SERVIÇO: Consulta do Freio e Disfunções Orais!
Artigo seguinte
Distúrbios alimentares no adulto
Tem de iniciar a sessão para publicar um comentário.

Artigos recentes

  • PHDA em Adultos: Compreender, Avaliar e Intervir Fevereiro 7, 2026
  • Atenção, Memória e Raciocínio: o papel da neuropsicologia Fevereiro 7, 2026
  • Preparar o Início do Ano Letivo: A Importância de Retomar as Rotinas Setembro 14, 2025
  • “Os medos não tiram férias! – conversas com pais atentos” Setembro 1, 2025
  • Por que as férias fazem as crianças crescer tanto? Agosto 19, 2025

Categorias

  • Idosos (9)
  • Serviços (5)
  • Terapias Complementares (8)
  • Consultas Médicas (7)
  • Nutrição (5)
  • Psicomotricidade (1)
  • Fisioterapia (9)
  • Terapia Ocupacional (5)
  • Terapia da Fala (5)
  • Psicologia (11)
  • Uncategorized (1)
  • Adultos (13)
  • Crianças e Adolescentes (13)
  • Grávidas e bebés (15)
  • Noticias (68)
  • Blog (161)
  • Terapias & Tratamentos (47)
  • Áreas de intervenção (1)
  • Eventos Psike (37)

Receba um Vale de 20%

Registe o Vale 20% e siga-nos nas Redes Sociais.
Na altura da consulta, mostre que nos segue para obter o desconto.
! Válido para seguidores nas redes sociais

Ao subscrever aceito a politica de privacidade da Psike. Ver Política de Privacidade

Verifique na sua caixa de correio ou na pasta de spam para confirmar a sua subscrição.

Subscrever a nossa newsletter

Ao subscrever aceito a politica de privacidade da Psike. Ver Política de Privacidade

Verifique na sua caixa de correio ou na pasta de spam para confirmar a sua subscrição.

Contactos

info@psike.pt
+351 233 094 496
+351 914 299 927
Figueira da Foz – Rua Rogério Reynaud, nº12, 3080-251, Figueira da Foz
Facebook
Instagram
Vimeo
YouTube

* (Chamada rede fixa nacional)
** (Chamada rede móvel nacional)

Menu

  • Blog
  • Terapias & Tratamentos
  • Noticias
  • Eventos Psike
  • Fotos Psike
  • Metodologias
  • Perguntas Frequentes

©2023 Psike by Simpleweb.pt

  • Certidão de Registo
  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • Livro de Reclamações
Este site utiliza cookies para permitir uma melhor experiência por parte do utilizador. Ao navegar no site estará a consentir a sua utilização.